Thaís Melise, a Nômade Digital

Você sabe o que é nômade digital? Profissão? Estilo de vida? Saiba um pouco mais lendo este artigo de Aline Lima, do Pergaminho Amarelo.

Nômade digital: a tecnologia construindo novas formas de trabalho

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Banco Central poderá contratar empresa estrangeira para fabricar moeda brasileira.

Agora é Lei. O Congresso Nacional, com uma maioria de deputados e senadores entreguistas, antinacionalistas, transformou em Lei a Medida Provisória nº745 baixada pelo desgoverno Temer que autoriza o Banco Central a comprar papel-moeda e moeda metálica de qualquer fornecedor estrangeiro. Até agora, cabia apenas à Casa da Moeda do Brasil (CMB), que é uma empresa pública, fabricar o dinheiro que circula em nosso país. Isso significa mais segurança e tem tudo a ver com assegurar nossa soberania nacional. A desculpa e justificativa desse governo é que a Casa da Moeda não tem condições de suprir a demanda por cédulas e moedas, tinha problemas operacionais(máquinas para fabricar o dinheiro quebradas) e de gestão. Mas, o que está por trás mesmo é a política que estão querendo nos impor de destruição da nossa indústria nacional e entrega das nossas riquezas, entre elas, o pré-sal.

dou_24-02-17

O PT e a eleição para as Mesas Diretoras da Câmara e Senado

No lançamento do 6º Congresso do PT, em São Paulo, o presidente Lula disse que “2017 é o ano em que eu quero me dedicar, de corpo e alma, a reconstruir esse partido (…) a limpar a imagem desse partido, a fazer as pessoas acreditarem que esse partido tem muito mais virtudes do que defeitos. E que este partido não tem medo de competir com nenhum partido pelas coisas bem feitas que nós fizemos neste país. Não fizemos tudo. Não acertamos em tudo, mas certamente (…) ninguém fez mais do que nós. (…) Nós temos que recuperar o gosto, o prazer e o jeito de fazer PT”.

A fala de Lula vai ao encontro do que deseja a militância. Quem dera se todos nós petistas tivéssemos essa mesma disposição, este mesmo propósito!  O Partido dos Trabalhadores nasceu com uma grande missão e tem ainda um importante papel a cumprir em prol da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Mas, para isso, o PT precisa demonstrar firmeza política e determinação para liderar a luta e a resistência democrática contra o golpe em todas as esferas. A Resolução sobre a Eleição das Mesas na Câmara e no Senado aprovado pelo Diretório Nacional não reflete esse sentimento de luta que tanto a militância espera.

O documento fala em “combinar todos os tipos de ação massiva e combate parlamentar para inviabilizar as medidas antipopulares, antidemocráticas e antinacionais do governo usurpador”, mas não sinaliza objetivamente como vamos fazer isso no contexto da eleição das Mesas na Câmara e no Senado.

Não é suficiente dizer que “as Bancadas do PT, não aceitam, não transigem, não reconhecem o governo golpista nem qualquer outro que não seja legitimado pelo voto popular”, pois não poderia ser de outro modo. Mas, o que isso significa objetivamente? As Bancadas do PT, em nome da proporcionalidade e de um lugar na Mesa, aceitarão  compor  e apoiar a candidatura de Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, o primeiro na Câmara dos Deputados e o segundo no Senado?

É verdade, como disse o presidente Nacional do PT, Rui Falcão, que “a resolução aprovada pelo partido não indica apoio a nenhum candidato nas eleições das mesas na Câmara dos Deputados e Senado Federal”. Também não diz o contrário. Recomenda apenas que a Bancada decida por consenso, ou por maioria e explicite claramente as razões da escolha. É uma decisão muito importante para ser deixada apenas ao arbítrio dos nosso companheiros e companheiras parlamentares, pois irá impactar não só na nossa ação parlamentar, mas também nossa ação política junto aos trabalhadores e ao povo que defendemos que se emancipem.

Reflitamos sobre isto! Leia abaixo a íntegra da Resolução.

“RESOLUÇÃO SOBRE A ELEIÇÃO DAS MESAS NA CÂMARA E NO SENADO

O centro tático que deve nortear as ações do PT no momento atual, de disputa contra o governo golpista e seu programa, se traduz nas consignas unificadoras dos partidos de esquerda e dos movimentos sociais: “ Fora Temer”, “ Diretas Já” e “Nenhum Direito a Menos”.

Para alcançar tais objetivos, é vital combinar todos os tipos de ação massiva e combate parlamentar para inviabilizar as medidas antipopulares, antidemocráticas e antinacionais do governo usurpador, bem como acumular forças para retomar, pelo voto popular e com um programa de reformas estruturais, o comando do Estado, que hoje opera para desmontar todas as conquistas alcançadas ao longo dos governos liderados pelos presidentes Lula e Dilma.

Em meio à grave crise econômica e política em que o governo golpista precipitou o País, abre-se agora a disputa pela direção da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Não se trata, agora, de uma eleição nos marcos da normalidade democrática das últimas décadas, mas sim de uma reedição do que ocorreu na Câmara quando forças aliadas da situação bateram chapa no segundo turno, expressando diferenças de interesses, embora com dois candidatos do mesmo campo político.

O PT sempre entendeu que a disputa de hegemonia na sociedade, a conversão de corações e mentes para a construção de uma sociedade socialista e democrática, exigem, também, uma ação parlamentar conjugada com a luta de massas. Mais que isso, requer projetos e iniciativas capazes de institucionalizar formas de participação amplas, combinando democracia representativa com democracia direta. Nossos governos, com as inúmeras conferências para definição de políticas públicas, avançaram nesta direção, a despeito da resistência das elites e de pouca ressonância no Legislativo federal.

Agora, quando o comando das Casas congressuais se definirá formalmente no início de fevereiro e avançam as tratativas das diferentes forças políticas, o Diretório Nacional do PT convocou as representações de nossas Bancadas e, após longo e profícuo debate, aprovou a seguinte Resolução Política para orientar nossa atuação firme, clara e unitária:

1. As Bancadas do PT, que não aceitam, não transigem, não reconhecem o governo golpista nem qualquer outro que não seja legitimado pelo voto popular, continuarão atuando, em conjunto com outros partidos e parlamentares, em oposição a todas as propostas regressivas do Executivo e seus aliados;

2. O PT cerrará fileiras, dentro e fora do Congresso, em sintonia com os movimentos sociais, para tentar barrar as malsinadas reformas da Previdência e do ensino médio, além da anunciada reforma trabalhista. Todos estes projetos, que se somam a outros já aprovados – como a PEC 241 (ou 55) e a retirada da Petrobrás como operadora única do Pré-Sal para ficar em dois exemplos – desconstituem conquistas e direitos do povo brasileiro;

3. É com este posicionamento que as Bancadas do PT devem apresentar publicamente – aos partidos, candidatos e à população – nossas propostas de atuação das Mesas diretoras e das Comissões Permanentes e Especiais;

4. Nossa defesa expressa da proporcionalidade, um direito inscrito na Constituição, que, embora rasgada pelo golpe que depôs ilegalmente a presidenta Dilma Rousseff, preserva este da proporcionalidade das bancadas representadas no Congresso Nacional. Não se trata de concessão, de barganha, ou de acordo político fora destes limites, mas de respeito a um princípio de quem defende a convivência democrática e o respeito ao Regimento que disciplina a vida parlamentar.

5. Nosso posicionamento de oposição e da necessária participação nos espaços decisórios do Congresso visa, ainda, lutar para restabelecer a liberdade de manifestação, de interlocução e de pressão política legítima dos que detêm a soberania: a população de quem os parlamentares são mandatários. A repressão aos movimentos, a truculência no trato com as manifestações dentro e nas proximidades do Congresso são inaceitáveis seja da parte de qualquer dos postulantes ao comando das duas Casas legislativas.

6. Conclamamos os parlamentares da oposição a prosseguirmos o debate para uma ação conjunta mais vigorosa no próximo período, aí incluída a sucessão nas Mesas.

7. Finalmente, o Diretório Nacional ratifica as ações que a coordenação vem desenvolvendo para garantir o respeito à proporcionalidade – e em decorrência, nossa participação nas Mesas como trincheiras de combate em defesa de nossas bandeiras

8. Frente a esta orientação, cabe às Bancadas, por consenso ou por decisão de maioria, pautar o voto em torno dos compromissos elencados acima, expressando publicamente, de forma unitária e transparente, as razões da escolha.

São Paulo, 20 de janeiro de 2017.
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.”

#Compartilhe! Veja o exemplo de Alceu Valença!

Para ajudar músicos de rua no Rio de Janeiro, Alceu Valença em mais de uma ocasião no início deste ano canta e dança junto com eles. Em 2017, #compartilhe! Veja os vídeos abaixo:

Em 2017, #compartilhe!

Compartilhar é minha palavra de ordem para o ano de 2017. No nosso dia a dia temos infinitas possibilidades de compartilhar, mesmo que involuntariamente. Quer um exemplo? Com a implantação e a ampliação das ciclofaixas, assim como, com a criação de corredores exclusivos para ônibus e táxis, a ideia de compartilhar a via pública entre ônibus (transporte público), carros, motos e bicicletas  (transporte individual) ficou mais evidente, além de necessária. Uma nova cultura está se impondo, exigindo uma mudança de atitude por parte de todos nós. As próprias ciclofaixas vem sendo um espaço de compartilhamento de bicicletas e corredores de rua (amadores e profissionais)  que aproveitam este espaço para seu treino diário.

Podemos compartilhar um pouco de nosso tempo, dando um pouco da nossa atenção (mas, atenção mesmo!) às pessoas que estão mais próximas de nós: nossos pais, irmãos, esposa ou marido (companheiro/companheira), filhos, amigos e até àquelas pessoas que não conhecemos, que encontramos numa fila ou em outra situação qualquer, mas que precisam de nossa ajuda, nosso apoio, nossos ouvidos. Nos dias atuais, compartilhar o tempo (que é cada vez mais escasso) talvez seja o maior de todos os desafios, mas é fundamental. Isso requer saber ouvir, não julgar, ter sempre uma palavra amiga e sincera.

Confesso que isso é um ideal também para mim, pois é o certo a se fazer. Seria hipocrisia dizer que é algo que vivencio plenamente. Não, ainda tenho muito que andar nesta estrada. E por isso mesmo que, de tantas metas para o Ano Novo, escolhi compartilhar.

Portanto, em 2017, #compartilhe!

 

Lição para o Ano de 2017

Iniciei o dia de hoje, primeiro dia do ano de 2017, com uma mensagem extraída do livro Pão Nosso, ditado pelo espírito Emmanuel em psicografia a Francisco Cândido Xavier e publicado pela FEB – Federação Espírita Brasileira em 1950.

Há muita diferença

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou”. (Atos, 3:6)

É justo recomendar muito cuidado aos que se interessam pelas vantagens da política humana, reportando-se a Jesus e tentando explicar, pelo Evangelho, certos absurdos em matéria de teorias sociais.

Quase sempre, a lei humana se dirige ao governado, nesta fórmula:

– “O que tens me pertence”.

O Cristianismo, porém, pela boca inspirada de Pedro, assevera aos ouvidos do próximo:

– “O que tenho, isso te dou”.

Já meditaste na grandeza do mundo, quando os homens estiverem resolvidos a dar do que possuem para o edifício da evolução mundial?

Nos serviços da caridade comum, nas instituições de benemerência pública, raramente a criatura cede ao semelhante aquilo que lhe constitui propriedade intrínseca.

Para o serviço real do bem eterno, fiar-se-á alguém nas posses perecíveis da Terra, em caráter absoluto?

O homem generoso distribuirá dinheiro e utilidades com os necessitados do seu caminho, entretanto, não fixará em si mesmo a luz e a alegria que nascem dessas dádivas, se as não realizou com o sentimento do amor, que, no fundo, é a sua riqueza imperecível e legítima.

Cada individualidade traz consigo as qualidades nobres que já conquistou e com que pode avançar sempre, no terreno das aquisições espirituais de ordem superior.

Não olvides a palavra amorosa de Pedro e dá de ti mesmo, no esforço  de salvação, porquanto quem espera pelo outro ou pela prata, a fim de contribuir nas boas obras, em verdade ainda se encontra distante da possibilidade de ajudar a si próprio.


Pois bem, como vimos, comecei o ano de 2017 com esta advertência espiritual: dar ao outro o que temos de mais precioso, nossa riqueza imperecível e legítima, ou seja, o AMOR! Uma exortação para que nossas ações sejam pautadas por este sentimento de cuidado com o outro, com o ser humano, desenvolvendo nossa humanidade, pois só somos verdadeiramente humanos (e divinos) quando somos capazes de AMAR e praticamos o AMOR AO PRÓXIMO!

Infelizmente, muitas vezes, na ação política – que faz parte da natureza humana – esquecemos este pressuposto básico: a verdadeira política deve estar pautada pelo princípio do AMOR que une, compartilha, se solidariza com o outro. Ao invés disso, deixamos que ela (a política) seja guiada pelos interesses mesquinhos, egoísticos que nos fazem agir pensando unicamente em nosso proveito pessoal em detrimento (e às custas) de outro ser humano.

A sociedade capitalista, de consumo, frívola e supérflua, só se interessa pelo ouro e pela prata, pelo lucro fácil, pelo acúmulo de riquezas. A lógica capitalista utiliza-se da política para atender aos seus interesses, invariavelmente corrompendo aqueles que, embora inicialmente tivessem bons propósitos, não se fortaleceram para a prática do bem.

Esta é a lição para o ano de 2017! Aprender a vivenciar o AMOR, agir conforme seus princípios, aprimorar nossa humanidade, lutar contra as injustiças e poder falar como Pedro: – Não tenho prata nem outro, mas o que eu tenho, isso te dou: o meu AMOR!

Feliz 2017!

passaro-da-liberdade

Pássaro da Liberdade, 1975 – Xilografia Stênio Diniz

 

 

2016 está findando. Com ele deixamos para trás um ano de muitas dificuldades. Que 2017, este novo ano, seja um ano de mais esperança, mais amor e mais liberdade, centrado no ser humano, num mundo mais justo e feliz.