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Lição para o Ano de 2017

Iniciei o dia de hoje, primeiro dia do ano de 2017, com uma mensagem extraída do livro Pão Nosso, ditado pelo espírito Emmanuel em psicografia a Francisco Cândido Xavier e publicado pela FEB – Federação Espírita Brasileira em 1950.

Há muita diferença

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou”. (Atos, 3:6)

É justo recomendar muito cuidado aos que se interessam pelas vantagens da política humana, reportando-se a Jesus e tentando explicar, pelo Evangelho, certos absurdos em matéria de teorias sociais.

Quase sempre, a lei humana se dirige ao governado, nesta fórmula:

– “O que tens me pertence”.

O Cristianismo, porém, pela boca inspirada de Pedro, assevera aos ouvidos do próximo:

– “O que tenho, isso te dou”.

Já meditaste na grandeza do mundo, quando os homens estiverem resolvidos a dar do que possuem para o edifício da evolução mundial?

Nos serviços da caridade comum, nas instituições de benemerência pública, raramente a criatura cede ao semelhante aquilo que lhe constitui propriedade intrínseca.

Para o serviço real do bem eterno, fiar-se-á alguém nas posses perecíveis da Terra, em caráter absoluto?

O homem generoso distribuirá dinheiro e utilidades com os necessitados do seu caminho, entretanto, não fixará em si mesmo a luz e a alegria que nascem dessas dádivas, se as não realizou com o sentimento do amor, que, no fundo, é a sua riqueza imperecível e legítima.

Cada individualidade traz consigo as qualidades nobres que já conquistou e com que pode avançar sempre, no terreno das aquisições espirituais de ordem superior.

Não olvides a palavra amorosa de Pedro e dá de ti mesmo, no esforço  de salvação, porquanto quem espera pelo outro ou pela prata, a fim de contribuir nas boas obras, em verdade ainda se encontra distante da possibilidade de ajudar a si próprio.


Pois bem, como vimos, comecei o ano de 2017 com esta advertência espiritual: dar ao outro o que temos de mais precioso, nossa riqueza imperecível e legítima, ou seja, o AMOR! Uma exortação para que nossas ações sejam pautadas por este sentimento de cuidado com o outro, com o ser humano, desenvolvendo nossa humanidade, pois só somos verdadeiramente humanos (e divinos) quando somos capazes de AMAR e praticamos o AMOR AO PRÓXIMO!

Infelizmente, muitas vezes, na ação política – que faz parte da natureza humana – esquecemos este pressuposto básico: a verdadeira política deve estar pautada pelo princípio do AMOR que une, compartilha, se solidariza com o outro. Ao invés disso, deixamos que ela (a política) seja guiada pelos interesses mesquinhos, egoísticos que nos fazem agir pensando unicamente em nosso proveito pessoal em detrimento (e às custas) de outro ser humano.

A sociedade capitalista, de consumo, frívola e supérflua, só se interessa pelo ouro e pela prata, pelo lucro fácil, pelo acúmulo de riquezas. A lógica capitalista utiliza-se da política para atender aos seus interesses, invariavelmente corrompendo aqueles que, embora inicialmente tivessem bons propósitos, não se fortaleceram para a prática do bem.

Esta é a lição para o ano de 2017! Aprender a vivenciar o AMOR, agir conforme seus princípios, aprimorar nossa humanidade, lutar contra as injustiças e poder falar como Pedro: – Não tenho prata nem outro, mas o que eu tenho, isso te dou: o meu AMOR!