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Atleta brasileira é vítima de crime de ódio e intolerância na internet

joanna-maranhao-desabafo-olimpiadasjpg82331No último dia 21 de julho postei aqui neste blog minha opinião sobre crimes de ódio (ver http://wp.me/pZ0dd-NH). Nesta segunda-feira (08/08/2016) o Portal Comunique-se postou uma matéria sobre um estudo realizado pela Agência Nova/SB que mapeou o comportamento dos internautas brasileiros nas redes sociais, procurando mostrar um raio-x da intolerância na web. Para o sócio-fundador a Agência Nova/SB, Bob Vieia da Costa, “a intolerância nas redes é resultado direto de desigualdades e preconceitos sociais em geral , não é uma invenção da internet. O que ocorre é que o ambiente em rede facilita que cada um solte seus demônios, ao dar a sensação de um pretenso anonimato. O mundo virtual é, portanto, mais uma forma para que os intolerantes se manifestem e ampliem o seu alcance” (veja a matéria completa em http://bit.ly/2aYU3j4).

Ontem, um outro caso me deixou revoltado e o palco dessa intolerância foi os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A atleta Joanna Maranhão, da natação, chorou e desabafou contra as agressões que tem sido vítima nas redes sociais. A atleta é conhecida por sua atitude corajosa, principalmente por manifestar-se publicamente em favor da presidenta Dilma e contra o golpe. Leia abaixo alguns trechos da fala de Joanna Maranhão:

A gente precisa ter um pouco mais de respeito, um pouco mais de simpatia pelo ser humano. A gente não tem o direito de tratar as pessoas assim. Dsejar que eu seja estuprada? Sério? Porque eu não apoio o político x ou y?

(…)

Eu lutei pra caramba (choro). Eu conquistei quatro vezes o índice olímpico para estar aqui. Eu sou a melhor atleta do medley do Brasil desde os 14 anos de idade. eu não preciso que isso tenha valor para os outros. Eu preciso que tenha valor para mim. Pra mim tem valor. eu me orgulho muito da minha trajetória, da minha história. Não é que esse tipo de mensagem vai me fazer parar de nadar ou desistir.

A atleta está de casamento marcado para o dia 15 de outubro e sonha em ser professora, dar aula para criança em escola pública. “Eu preciso me sentir útil. Nadando eu me sinto útil. Eu preciso fazer alguma coisa na vida que eu sinta que estou fazendo a diferença. Aula do que for, alguma aula que eu tenha condições de estar em contato com quem está em formação. Me sinto a necessidade de ser útil. Preciso fazer alguma coisa para melhorar o país de alguma forma”, diz Joanna.